José Saramago aprova Ensaio Sobre A Cegueira

Juliane Moore e Mark Ruffulo em Ensaio Sobre a CegueiraPor mais que os críticos presentes no Festival de Cannes tenham se dividido em relação a Ensaio Sobre a Cegueira, uma aprovação era crucial para o diretor brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus), responsável pela adaptação: a do escritor português José Saramago, autor do livro que serviu de base ao roteiro do longa-metragem.

Ensaio Sobre a Cegueira foi exibido na noite de sábado (17/5) ao escritor, que se reuniu com Meirelles em Lisboa (Portugal) para uma sessão exclusiva do longa. Envolta por muita emoção de ambas as partes, esta foi a primeira exibição do filme para o autor do romance. Por meio da assessoria de imprensa da distribuidora da produção no Brasil - onde estréia em 12 de setembro -, Meirelles conta que Saramago assistiu ao filme mudo, sem reações. Mas, ao final da sessão, enquanto os créditos subiam, Pilar, a esposa de Saramago, se debruçou sobre o diretor e agradeceu emocionada.

“Silêncio ao meu lado”, narra Meirelles. “Antes de terminar os créditos principais, as luzes do cinema foram acesas, eu ousei olhar para ele (Saramago), que fitava a tela sem reação. Toquei seu braço e disse que ele não precisava falar nada naquele momento, mas ele virou-se para mim, os olhos brilhantes e com uma voz embargada me disse: ‘Fernando, depois de acabar de ver esse filme, eu me sinto tão feliz como quando acabei de escrever O Ensaio Sobre a Cegueira’”.

Nada mal, já que grande parte dos críticos que assistiu ao drama em sua primeira exibição atacou principalmente o fato de Ensaio Sobre a Cegueira ser menos contundente do que a obra literária. O filme é uma adaptação do premiado livro homônimo escrito por José Saramago, que mostra uma inexplicável epidemia de cegueira branca que se alastra rapidamente. Todos os cegos são enviados para um hospital psiquiátrico abandonado, onde ficam isolados do mundo. O elenco é composto por Julianne Moore (Pecados Ãntimos), Mark Ruffalo (Zodíaco), Alice Braga (Eu Sou A Lenda), Danny Glover (Manderlay), Gael García Bernal (Babel), Sandra Oh (Esperança e Preconceito), Jorge Molina, Katherine East e Scott Anderson.

Ensaio Sobre a Cegueira foi o filme de abertura do Festival de Cannes e pode dar ao Brasil a segunda Palma de Ouro da história no próximo domingo (25/5), quando serão anunciados os vencedores da 61ª edição do tradicional evento francês.

Vamos torcer para O Ensaio Sobre A Cegueira levar a Palma de Ouro em Cannes, seria muito importante para não deixar morrer o BOOM do cinema nacional.

LoveCine parabeniza Fernando Meirelles pela iniciativa de produzir um filme sobre um livro de José Saramago, um escritor remonado de língua portuguesa.

Abraços

Pitty i Fer

3 Comentários para “José Saramago aprova Ensaio Sobre A Cegueira”

  1. O livro é realmente maravilhoso. Retratando questões referente a dificuldades vividas e superaradas ao longo da história.
    O amor incondicional da esposa, contribui para que todos possam “sobreviver” ao destino causado pelo mal branco.

    Dificuldades,barreiras, preconceitos e humilhações foram retrados com muita originalidade pelo autor.

    Parabenizo a todos os protagonistas envolvidos .

    Atenciosamente : Professora CICERA

  2. Olá Professora Cícera, obrigado pela contribuição!

    Volte sempre!

  3. O filme Ensaio Sobre A Cegueira, não só mostra o amor incondicional da esposa pelo esposo, meio pela qual muitos acabam sobrevivendo, pois ela esteve ajudando a todos todo o tempo, como mostra como o ser humano mesmo estando em igual modo de miserabilidade, cego desde o nascimento e mesmo assim explora seu semelhante, como o ladrão que a principio enxergava, mas, não conseguia ver que estava fazendo mal a alguém que estava indefeso.O ser humano só poderá ver quando perceber que ao seu redor existe um monte de gente, que precisa ser notado, ajudado, mesmo que essa ajuda tenha a intenção de um muito obrigada.Para quem acredita que a mulher que ajudava queria ser o centro das atenções: O que faz mais mal?Fazer algo esperando um muito obrigado? ou destruir, explorar o próximo para tirar vantagem?O que precisamos fazer é amar o nosso semelhante independente de cor, raça ou condição social, só assim teremos um mundo melhor.06/03/2010

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