Quem é Jean Charles?!
- 15 de Agosto, 2009
- Estréias
Salve galera, depois de um bom tempo parado estou retornando a ativa e postando sobre um filme nacional para voltar bem!
Quem não ouviu falar do filme Jean Charles?! Ele tem sido relativamente bem comentado pela mÃdia, após uma performace badalada de Selton Mello em A Mulher InvisÃvel, chega nas telonas outro longa protagonizado por ele. Selton vem ganhando cada vez mais notoriedade em sua carreira no cinema, ele esteve maravilhoso como Chicó na comédia nordestina O Auto da Compadecida, esta obra cinematográfica foi primeiramente apresentada na rede globo em forma de micro-série de 3 capÃtulos e posteriormente compactada e exibida nos cinemas, foi um sucesso total.
Selton não parou e protagonizou mais uma comédia de sucesso no cinema, Lisbella e o Prisioneiro, não é preciso nem comentar a grandeza desta pelÃcula. Cabe, sim, apenas alguns elogios interessantes, o eterno Marco Nanini apresentou-se explendido como um jagunço cabra macho e a cena em que o personagem de Selton Mello o salva de um touro furioso ficou na história do cinema. Outro ponto alto do filme que merece destaque é a trilha sonora, em especial a música resultante da parceiria inusitada entre Sepultura e Zé Ramalho, isso mesmo que você leu, Sepultura e Zé Ramalho, é estranho mesmo mas por incrÃvel que pareça rendeu bons frutos.
No ano passado Selton Mello emplacou mais um sucesso, dessa vez não foi uma comédia, porém sua atuação se manteve no alto nÃvel. O filme em questão é Meu Nome Não é Jhonny, baseado em história verÃdica o filme mostra a vida de um traficante oriundo da classe média alta carioca. Este drama traz um Selton mais maduro, representando alguém que existiu e que assistirá sua atuação, uma carga de responsabilidade totalmente diferente de um personagem cômico que nos faz rir, em Meu Nome Não é Jhonny a gente se choca, se revolta, Selton propicia isso com sua atuação. Em Jean Charles, temos algo parecido só que em maiores proporções, mas espera aÃ, nos desviamos do rumo do post, certo? Não.
Nós primeiramente conhecemos o Jean Charles fictÃcio, o ator Selton Mello, agora é mais sério. Para quem não o conheceu, senhoras e senhores, vós apresento o ilustre desconhecido e agora famoso no cinema JEAN CHARLES!
Jean Charles é um brasileiro tÃpico, ele nasceu na pequena Gonzaga (MG) no ano de 1978, como um bom mineiro Jean tinha personalidade tranquila, tinha muitos amigos e era atencioso para com a famÃlia. Aos 14 anos apresentou um talento precoce para eletrônica e aos 19 recebeu um diploma técnico, nessa fase ele residia em São Paulo com um tio. Sua vida começa a mudar quando, em 2002, ele decide mudar-se para o Reino Unido. Ele começa a trabalhar como eletricista, com 4 meses de residência no paÃs já domina o inglês, tudo parece caminhar bem para Jean.
Até que em 21 de julho de 2005 acontece uma tragédia, quatros atentados a bomba são realizados em Londes (onde Jean morava), três explodem no metrô e uma em um ônibus. A polÃcia britânica inicia uma caçada relâmpago aos terroristas e descobre indÃcios de que eles residem em um bloco de apartamentos de três andares em Scotia Road, Tulse Hill. Jean Charles residia no mesmo local com mais dois primos.
Talvez neste ponto da minha narrativa você já tenha identificado a história que vós conto, ela ficou famosa no mundo todo. A Scotland Yard, conhecida como a polÃcia mais eficaz do mundo, estava no caso e havia identificado a possÃvel moradia (esconderijo) dos terroristas, só não sabiam, ao certo, como eram suas fisionomias. Três agentes faziam campana em frente ao prédio quando à s 10 horas da manhã do dia 22 de julho de 2005, Jean Charles sai de casa para atender a um chamado para conserto de alarme de incêndio. Ele é considerado um suspeito pelos agentes da Scotland Yard que o seguem sorrateiramente. Daà em diante você já deve saber, Jean foi abordado pelos agentes (não se sabe como) e alvejado por oito tiros possivelmente disparados pelas costas. Foi uma tragédia inconcebÃvel que teve repercussão mundial e revoltou a muitos, Jean era um trabalhador estrangeiro totalmente regularizado no paÃs, rapaz tranquilo que não portava qualquer tipo de objeto a ser confundido com armas, talvez estivesse agasalhado, fato que pode ter gerado desconfiança por parte do agentes, mas isso seria comum para alguém criado em um paÃs tropical vivendo em Londres com o tempo beirando os 17 graus!
Como pode a polÃcia, dita a melhor do mundo, assinar alguém de forma tão desleal? Como pode algo assim ser esquecido tão facilmente pelas autoridades? Como pode o paÃs de origem de Jean não cobrar medidas de punição aos responsáveis? Como posso eu esquecer quem foi Jean Charles? Como posso não conseguir lembrar o nome do personagem de uma história tão triste?
Jean Charles, a justiça não o justificou, mas o cinema te eternizou! Eternizou sua história, que mesmo triste deve ser contada, descanse em paz meu bom rapaz brasileiro!
Logo após sua morte, Jean foi inocentado publicamente e taxado como “vÃtima de lamentável erro”. Tal erro foi admitido pela Scotland Yard informando que o brasileiro não tinha nenhuma relação com qualquer grupo terrorista. Segundo ela, o acidente ocorreu porque o brasileiro se recusou a obedecer à s ordens de parar, dadas pelas autoridades. Quem saberá se eles realmente deram essa ordem?
Vários são os fatores crÃticos que tornam esse história triste uma história única:
Foi noticiado que na Inglaterra que as investigações da Comissão Independente de Investigação de Queixas da PolÃcia (CIIQ, em inglês) revelaram que Ian Blair, chefe da Scotland Yard, tentou impedir que a morte de Jean Charles fosse investigada.
O jornal britânico The Observer, em sua edição do domingo, 21 de agosto de 2005, revelou que os três agentes que vigiavam Jean Charles não estavam armados nem uniformizados e não consideravam o brasileiro uma ameaça ou suspeito de portar armas e bombas, eles só tinham a intenção de detê-lo. No entanto, estes homens tinham ordens de ceder o controle da operação a grupos especiais das forças armadas (SAS), caso estes interviessem. Os militares consideraram Jean uma grave ameaça e seguiram seu modus-operandi - atirando para matar.
O primo de Menezes, Alex Pereira, que morava com ele, afirmou que Menezes foi baleado pelas costas.
Em 16 de novembro, o jornal Daily Telegraph publicou uma reportagem acusando a polÃcia britânica de utilizar munição de ponta oca, conhecida como dundum, para matar Jean Charles. O armamento foi proibido pela Convenção da Haia de 1899, por motivos humanitários (o projétil se estilhaça dentro do corpo do indivÃduo atingido, provocando dores lancinantes, o que normalmente não acontece com uma bala comum).

Homenagem a Jean Charles em Londres

Selton Mello como Jean Charles
 
O próprio Jean Charles
 Pitty & Fer…
Nesta manha, que estava em casa de folga do trabalho, resolvi assistir i filme Do Jean, pois me lembro sempre daquela triste historia de 2005. Me emocionei muito e chorei, principalmente pelo fato de estar longe do meu pais como ele, pois H quase 7 anod moro na italia, e como ele vim com um sonho de uma vida melhor… Infelizmente nem sempre conseguimos realizar esse sonho por ironias dessas ai que aconteceu com nosso jean. Assisti todo o filme e sei exatamente como eles se sentiam, pois nos brasileirossomos povo de coraçao bom, alegres e so queremos ser felizes. Uma pena nosso pais nao dar oportunidades pra todos nos realizarmos nossos sonhos sem termos que deixar nossas familias e nossa terra e nos aventurarmos pelo mundo de gente fria e tao egoista… Deis xo aqui o meu abraço à familia do Jean. Sei que Deus teve algum proposito nisso tudo que deixou que acontecesse… Jean Charles, nosso heroi brasileiro….
ola!
Achei muito legal sua postagem sobre o Jean,a historia dele é muito emocionante,parabens
Rita
Obrigado Rita!